Tuesday, August 24, 2010

Inception


Christopher Nolan é um diretor curioso. Dos sete filmes que ele dirigiu, cinco são adaptações de outras coisas, como histórias curtas, filmes estrangeiros e no caso do Batman, um super-herói com 80 anos de história antes do Nolan pegar as rédeas. Em todos os casos, os críticos e o público concordam que Nolan fez adaptações melhores até que os originais, e no caso do Batman, ele acordou uma franquia há quase uma década adormecida, fazendo dois dos melhores filmes de heróis já feitos, enormes sucessos de bilheteria e crítica. Então, falando por fora, Christopher Nolan é um gênio. Eu vi quatro dos sete filmes dele (não vi ainda Amnésia, Insônia e Following), e adorei os quatro. O jeito dele de dirigir te faz prestar atenção, te faz absorver cada momento do filme, e eu adoro isso.

Inception foi o filme mais esperado nos cinemas após Avatar. A Warner Brothers manteve detalhes sobre o filme secretos, lançando só dois (ou três) trailers, todos dando idéias erradas sobre o que que era o filme. Fez uma campanha viral de publicidade imensa, colocando posteres gigantescos que cobriam prédios inteiros em NY. Após o sucesso estrondoso de The Dark Knight, a Warner sabia que dava certo apostar no Nolan, e pegaram pesado. Fizeram certo. SPOILER ALERT.



Inception é um techno-thriller que se passa nas mentes dos seus personagens. Leonardo di Caprio é Dominic "Dom" Cobb, um
extractor, um homem treinado em infiltrar mentes e extrair segredos e informações úteis. Ele e seu parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt) são uma dupla de extratores tentando ganhar a vida. Um belo dia, ao tentar fazer uma extração na mente do Sr. Saito, um empresário poderosíssimo, a dupla falha e tenta fugir, mas descobrem que sua tentativa de extração foi tudo planejado pelo Saito, como um teste. Um teste para que? Para ver se os dois eram bons o suficiente para serem contratados pelo Saito para fazer um inception, para plantar uma idéia na mente de alguém em vez de extrair. Genial, não?

Claro que não vou contar o filme todo aqui, por que aqueles que nunca viram o filme não iam ler, e quem já visse não ia ler o que eles já viram, né. Então, vou falar sobre o filme e sobre seu final, o que eu achei, etc.

Nolan diz que ele escreveu Inception há quase dez anos, e aperfeiçoou o roteiro incontáveis vezes. Diz que aceitou dirigir Batman Begins e The Dark Knight para ter alguma experiência com filme 'grande', e quem sabe para dar confiança aos estúdios para darem dinheiro para financiar o seu filme-sonho. Ou seja, Inception é o bebê do Nolan, e vendo o filme dá pra notar que ele se dedicou muito para fazer o melhor filme possível. O roteiro é impecável, explicando cada passo da história, explicando todos os personagens, dando momentos engraçados, tensos e tristes para a audiência, além de dar uma realidade aos sonhos que (pra mim, pelo menos) foi emocionante. Sonhos são um tema tão incrível, eu me via concordando com tudo que os personagens falavam no filme. "
Dreams never feel weird when we're in them. It's only when we awake that we realize something was ever strange." Puta que pariu, que verdade! Que frase genial! Que CENA genial!

Todas as cenas que se passam em sonhos são geniais. Eu fiquei pensando (depois da terceira vez que assisti o filme) que talvez a
intenção do Nolan era fazer com que as cenas DENTRO dos sonhos serem tão melhores, tão marcantes do que as cenas fora, que o filme todo ia acabar dando a sensação de que os sonhos eram mais reais do que a própria realidade. "Óbvio, Julian, a porra da idéia do filme era fazer exatamente isso". Sim, mas só depois de várias vezes assistindo que eu pude realmente NOTAR essa manipulação acontecendo. A música do Hans Zimmer ajuda, criando uma trilha surreal sempre que estão dentro dos sonhos, usando trombones ultra-baixos, fazendo o som EXPLODIR na sua cara. Que ênfase que a música dá, cara, é impressionante, especialmente nas cenas onde os sonhos estão desmoronando ou quando estão acordando. O último grande 'acordamento' é uma das melhores cenas do filme inteiro, por isso. A junção perfeita da direção, da história e da música fazem a cena ficar na sua mente por muito tempo depois. Tá na minha até agora.

Os personagens, então. Todos eles parecem que foram escolhidos a mão, de tão adaptados eles estão aos personagens. Nolan diz que ele escreveu o papel do Dom pensando em Leonardo di Caprio, e eu não duvido. Poucas vezes vi Leo mais convincente num papel, e olha que eu não sou o maior fã dele. Joseph Gordon-Levitt é um bom ator, gosto muito dele, mas ele não tá TÃO bom nesse papel quanto as pessoas estão falando por aí. O Arthur é foda por que Nolan fez ele ser foda, não por que Joseph é um ator genial. Ellen Page arrasa como Ariadne, gostei bem mais dela em Inception do que em Juno (mas pode ser por que eu achei a personagem dela em Juno uma BABACA), ela era ao mesmo tempo vulnerável, curiosa e poderosa em sua função de arquiteta. Ken Watanabe tem um papel meio secundário como Sr. Saito, mas eu gosto muito dele independente do papel que ele faz, acho o cara um puta ator.

Marion Cotillard então, nossa. Essa mulher é LINDA, como nunca vi ela antes? Ela traz um elemento fundamental ao seu personagem, a projeção da ex-mulher do Dominic Cobb. Sendo uma projeção, ela não pode ser uma pessoa verdadeira. Tem que ter algo errado com ela, alguma coisa demoníaca ou fora do comum para nos convencer que não tem nenhuma mulher verdadeira ali. Felizmente, ela faz isso tão bem que eu não sei nem te falar o que que tem de errado com ela, você só SENTE isso no fundo da sua alma, e assim ela cumpre perfeitamente sua função de ser a antagonista medonha do filme. Claro que o roteiro sensacional ajuda, te lembrando a cada momento que o vilão dessa história na verdade não é a mulher, e sim o próprio subconsciente do nosso herói.

Eames (Tom Hardy), Fischer (Cillian Murphy) e Yusuf (Dileep Rao) são os mais secundários assim, parece que não tiveram tanto tempo on-screen do que os outros, mesmo se seus personagens são mega-importantes para a história. Felizmente, todos eles são agradáveis e interessantes, especialmente Cillian Murphy, que teve a segunda atuação mais forte desse filme, IMO (depois da Cotillard). A cena onde ele encontra seu pai no sonho é emocionante e triste, e ela é assim graças a sua atuação.

E esse final? Dom roda o totem de sua mulher na mesa de sua casa, e a câmera nos mostra ela, girando. Será que vai cair? Não sabemos, o filme termina. Se não cair, é um sonho, se cair, é realidade. Nolan deixa a decisão em suas mãos. Na minha honesta opinião, era real, mas eu digo isso por que o filme parece melhor pra mim com essa interpretação. Se alguém falar 'não, o totem ia cair', eles são burros. É impossível falar se a bosta do totem cai, Nolan cria essa dúvida de propósito. 'Mas ele vê a cara dos fillhos, portanto é realidade'. Cobb só não via o rosto dos filhos por que ele não se deixava ver. A culpa em seu subconsciente o prevenia de ver. Se seu subconsciente achar que ele realmente está em casa, não vai existir culpa, e ele vai poder 'ver' seus filhos. E ainda mais, seu subconsciente vai o convencer de que são realmente os filhos dele, independente de não parecerem com a idade correta, ou por qualquer outra razão. Afinal, 'dreams feel real when we're in them'! Enfim, você pode pensar em mil explicações pro filme, e isso é muito foda.




Inception terminou e eu fiquei olhando pra tela com um sorriso sardônico assim. Na hora eu pensei que esse seria um dos, se não O melhor filme de 2010. Nâo conseguia achar nada de errado com ele. As cenas, a música, as atuações, a história, as cenas de ação, porra. Nada de errado. Duas horas e meia que passam em um piscar, e ainda me deixam querendo mais. Já vou falando que ele vai ser indicado a Melhor Roteiro Original e Melhor Ator (ou Atriz) Coadjuvante, só não me arisco a falar QUAL ator. Não me arrisco a dizer Melhor Filme também, mas eu indicaria se pudesse.

É um filme perfeito? Não. Tem coisas que não são explicadas, como o que diabos é a máquina que eles usam para dormir. Como ela funciona? Como ela deixa as pessoas no mesmo sonho? Só não fico perturbado com isso por que a máquina era um deus ex machina proposital, sem a existência dela não existia a história. Tem alguns furos aqui e ali, algumas coisas que não fazem sentido, mas eu não me importo também. Tem tanta coisa legal acontecendo que eu posso perdoar.

Christopher Nolan bateu um home run. Mais um home run, eu deveria dizer. Mais um filme dele está nos top 250 do IMDb, junto com Batman Begins, Memento, The Dark Knight e The Prestige. Esse cara SABE fazer filmes, e possivelmente será conhecido no futuro como o cineasta mais marcante dessa época. Ele mistura muito bem ação com complexidade (tipo uma porra de uma cena de luta num corredor que fica GIRANDO, fazendo a gravidade mudar a cada instante, WTF! Vejam a imagem acima) fazendo filmes que agradam todas as facetas de sua audiência. Assim, não tem como ele falhar, e onde milhares de diretores acabam fazendo filmes BOSTAS, ele faz filmes geniais, que ficam fortalecidos com essa mistura de estilos. Espero que ele continue fazendo filmes por muuuuuuito tempo. E você, se ainda não viu, vá ver. Agora, antes que saia do cinema.

Directing: 2
Writing: 2
Music: 2
Cinematography: 2
Fun Factor: 2

Nota Final: 10, bad ass, foda, genial, vai se fuder.

P.S. Me perdoem se o texto parecer bagunçado ou sem sentido, eu escrevi isso as 3:30 da manhã, e estou só um pouco sonolento. = )

P.P.S. Me perdoem também pela loucura do texto, esse BLOGGER IDIOTA muda a formatação sozinho, e eu não sei como fazer ele ficar do jeito que eu quero.


Trailer:





Friday, August 20, 2010

WarCraft vs. StarCraft


Nessas semanas onde eu continuo sendo viciado em StarCraft 2, fico pensando as vezes sobre a Blizzard e os jogos dela. Diablo, WarCraft e StarCraft são jóias no mundo dos jogos, mas sendo fã de jogo de estratégia como eu sou, conheço muito mais WarCraft e StarCraft, e já joguei quase todos os jogos nas duas séries. Decidi comparar os dois nesse post, e falar por que eu acho StarCraft MUITO melhor, fãs de WarCraft me desculpem.

Para fazer essa comparação, decidi criar uma lista de coisas importantes num jogo de estratégia, e ver quem vence cada duelozinho. Divertido, não?


1 - A História

Antes de sair fazendo missão e me importando com o resultado, preciso saber o que diabos está acontecendo. Preciso saber quem são os personagens, onde eu estou lutando, e pra quê eu estou lutando. Felizmente a Blizzard sempre foi excelente com suas histórias, então temos duas MUITO BOAS pra comparar.

WarCraft se passa no mundo fictício de Azeroth, habitado por Elfos, Humanos, Anões e outras criaturas desse calibre nerd. Um belo dia um exército de demônios corrompe a raça dos Orcs, que vivem no mundo de Draenor, e mandam os Orcs malucões por um portal com o objetivo de destruirem Azeroth. Os Elfos e Humanos e afins se juntam e criam a Aliança, e começa a Primeira Guerra, onde a Aliança vence os Orcs pelo uso de táticas e organização. Os Orcs voltam para Draenor e se organizam, voltando alguns anos depois e destruindo Azeroth. A Aliança foge para a terra de Lordaeron, e os Orcs decidem destruir aquilo também, na chamada Segunda Guerra. Dessa vez a Aliança vence, por ser mais organizada e preparada, e também por que os Orcs estavam lutando entre si, como Orcs sempre fazem. Assim, a Aliança destrói o Portal para prevenir invasões futuras. Os Orcs que ficaram em Azeroth foram colocados em campos de concentração, e foram pouco a pouco perdendo seu desejo de batalha. Assim Azeroth teve um período de paz. Eis a história de Warcraft I e II, mas é no III que as coisas ficam interessantes.

Anos e anos após a Segunda Guerra, um líder Orc chamado Thrall tem um sonho profético sobre o retorno da Legião Flamejante (Burning Legion), o exército de demônios que mandou os Orcs atacarem Azeroth há tantos anos atrás. Com base no seu sonho, Thrall junta os clãs dos Orcs e veleja em direção as terras esquecidas de Kalimdor, longe de Lordaeron. Enquanto isso, Lordaeron está sendo destroçada por uma doença que fazem as pessoas virarem zumbis. Arthas, o príncipe de Lordaeron, tenta fazer de tudo para prevenir que a doença se espalhe, mas falha, e lentamente vai ficando maluco. Descobrindo que a doença está sendo causada por um Dread Lord chamado Mal'Ganis, Arthas o persegue até as terras gélidas de Northrend, onde ele fica maluco de vez e acha uma espada amaldiçoada chamada Frostmourne. Com o poder da espada, Arthas mata Mal'Ganis, mas perde sua alma no processo. Doidão, ele volta pra Lordaeron e mata seu pai. Isso tudo foi a Campanha dos Humanos, e temos mais TRES. *foda*

Após ter sua alma roubada pela espada, Arthas vira um Death Knight, e seguindo ordens de Dread Lords, invade as terras élficas de Silvermoon e mata todo mundo lá, corrompendo a floresta e os poços sagrados dos Elfos. Arthas descobre que a doença que destroçou Lordaeron e criou a Legião dos Mortos-Vivos foi criação da Legião Flamejante, para enfraquecer Lordaeron, pois a Legião estava vindo para consumir o mundo todo. Para isso mandaram seu servo, o Lich King, para Azeroth. Assim Arthas abre um portal que invoca Archimonde, um demônio poderoso e líder da Legião Flamejante. Archimonde inicia o expurgo de Lordaeron
com a destruição total da capital de Dalaran.

Enquanto isso, Thrall e os Orcs chegam em Kalimdor, fundando colônias lá e irritando os Elfos da Noite que vivem lá. Os Elfos invocam um de seus deuses para destruir os Orcs, e para derrotar o deus, Grom Hellscream, o irmão de Thrall, bebe o sangue de um demônio. Assim ele tem poder suficiente para matar o deus, mas após beber o sangue, ele se colocou sob controle dos demônios da Legião. Thrall e Grom matam o demônio que deu seu sangue, mas Grom morre no processo, liberando os Orcs do controle da Legião.

Os Elfos da Noite se juntam com os Orcs e os Humanos refugiados da destruição de Lordaeron, e juntos fazem uma última defesa aos pés da Árvore do Mundo. O plano é dar tempo suficiente para os druidas da floresta juntarem os espíritos ancestrais, que terão poder de destruir Archimonde e a Legião Flamejante de uma vez por todas. Claro que conseguem, mas a Árvore morre na explosão causada pela morte de Archimonde. Com a derrota da Legião, Kalimdor fica em paz. Não vou entrar na história da expansão, por que acho chata. =D

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Agora, StarCraft se passa a mais ou menos 500 anos no futuro. Num setor galáctico longe da Terra, refugiados humanos criaram várias colônias em vários mundos, e lutam entre si, claro. Um dia uma frota alienígena imensa aparece na órbita do planeta de Chau Sara, queimando-a totalmente. A frota some no dia seguinte. Pouco tempo depois, outra raça alienígena aparece no planeta vizinho de Mar Sara, e começam a infestar a colônia humana lá. A nova raça, os Zerg, são insetóides com propriedades mutagênicas imensas, podendo se adaptar e assimilar novas raças ao 'Enxame'. Rapidamente a frota que destruiu Chau Sara aparece em Mar Sara também, e eles se chamam de Protoss. Tassadar, o líder da frota, não destrói Mar Sara por pena, e deixa os Terrans lutarem sozinhos contra os Zerg.

Entra Jim Raynor, nosso herói, 'sherife' de Mar Sara. Ele tenta proteger os colonos e destruir as construções infestadas pelo Zerg, mas é chamado de criminoso pela Confederação que manda no setor Terrano por destruir construções Confederadas. Puto com essa injustiça, Raynor se junta aos Filhos de Korhal, um grupo rebelde. O líder do grupo, Arcturus Mengsk, quer fazer de tudo para destruir a Confederação. Ele sacrifica seu segundo-em-comando, a ex-Fantasma (assassina da confederação) Sarah Kerrigan para destruir a capital da Confederação. Ele faz isso usando um dispositivo que atrai os Zerg em massa, e bilhões das criaturas invadem o planeta, supostamente matando Sarah. Raynor, que curtia Sarah, abandonou a rebelião e criou uma rebelião só dele. Enquanto isso Mensgk se auto-proclamou Imperador da nova Supremacia Terran.

Descobrimos depois que os Zerg não mataram Sarah, mas capturaram ela e a infestaram. Ela surge como uma criatura com imensos poderes psiônicos e força física, mas dominada pelo Overmind, o cérebro vivo que é líder dos Zerg. Enquanto isso os Protoss querem destruir os Zerg, e Tassadar se junta com os templários negros para destruir os Cerebrates (mini-cérebros que comandam enxames específicos). Eles conseguem matar um, mas quando isso aconteceu o Overmind leu a mente do Zeratul, o templário negro assassino, e descobriu a localização de Aiur, o planeta natal dos Protoss. Os Zerg invadem e o Overmind se planta na crosta do planeta.

Os Protoss lutam contra os Zerg, mas precisam dos poderes dos templários negros. Assim as duas facções dos Protoss se juntam, e Raynor aparece novamente para ajudar. Assim temos uma batalha imensa em Aiur, onde Tassadar se sacrifica, jogando sua nave gigante no Overmind, após aprender a usar as energias dos templários negros. Assim o Overmind é destruído, e os Zerg ficam sem líder.

Após essa batalha, os Protoss recuam para o planeta Shakuras, onde vivem os templários negros. Lá eles se aliam com ninguém menos que Kerrigan, livre da influcência do Overmind, para destruir a infestação dos Zerg lá e tentarem criar uma nova civilização. Enquanto isso, uma frota imensa Terrana chega no setor, vindo da Terra. São o United Earth Directorate (UED), que chegou no setor para dominar as colônias humanas em nome da Terra. Eles não sabem de nada dos Zerg e Protoss a princípio, mas eles se adaptam e rapidamente invadem Aiur e dominam os Zerg lá, que estavam criando um novo Overmind.

Com o UED dominando o novo Overmind, Kerrigan está sem controle de seus Zerg. Assim ela se junta com Raynor, Mengsk e os Protoss para destruir o UED, mas Kerrigan trai seus aliados e mata Fênix, o líder dos Protoss e Duke, o segundo em comando de Mengsk. Depois disso, ela captura Raszagal, matriarca dos templários negros, e força Zeratul a matar o novo Overmind. Com isso Kerrigan vira líder absoluta de todos os Zerg, e ela usa os intermináveis enxames para destroçar todo mundo no setor. A frota do UED é totalmente destruída, enquanto Mengsk e os Protoss são forçados a recuar. StarCraft acaba com Kerrigan sendo o poder dominante no setor.

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Ufa! Felizmente, nenhum dos outros ítens vai ser tão grande. Qual das histórias é melhor? WarCraft é bem mais fantasioso, pegando elementos de várias outras coisas, usando criaturas que todos nós já conhecemos. StarCraft se passa no espaço, com criaturas novas, fascinantes e nojentas, e tem um feeling bem mais sério e mórbido. Meu ponto vai para StarCraft! Sendo um fã total de ficção científica, era até óbvio qual que eu ia escolher, não?

StarCraft 1 x 0 WarCraft

2 - A Jogabilidade

Os dois jogos são muito parecidos. Os dois são de estratégia, com base em dois recursos, que são sempre encontrados juntos. Em WarCraft, são madeira e ouro, em StarCraft, minério e gás vespene. Mas, os dois também tem uma diferença ENORME: heróis. WarCraft III começou uma tendência de usar heróis pra tudo. Na campanha, seu herói ia crescendo de nível, o que era bem legal, e na última missão ele sempre era tipo nível 10 com poderes fodalhosos. Agora, nos jogos normais também tinha herói, e essa era uma faceta muito importante do jogo. Quem tinha herói bom vencia, ponto.

StarCraft, não. É um jogo normal de estratégia, com base em exércitos numerosos e balanceados. E eu PREFIRO assim. Não quero ter que micro-manage três heróis com quatro habilidades, E um exército. WarCraft III me deixou putaço com isso, eu querendo ver exércitos batalhando tinha que ficar clicando em tudo e acabava fazendo merda e perdendo. Divertido hein. Além disso, em StarCraft suas estratégias tinham que mudar MUITO dependendo da raça que você usava. Os prédios que fazem unidades, suprimentos, tudo era diferente. Em WarCraft tudo é mais parecido, todos tem seu prédio que faz tropa inicial, prédio que faz tropa foda, prédio de suprimento, etc. Ponto muito merecido para StarCraft, que não tentou misturar RPG com estratégia. Faz um ou outro, po (tanto que Blizzard acabou fazendo isso mesmo, criando World of WarCraft).

StarCraft 2 x 0 WarCraft

3 - Cinematics

Todos que jogam jogos de estratégia da Blizzard sabem que eles fazem cutscenes cinemáticos entre as missões. Esses cutscenes são sempre geniais e divertidos, mas qual jogo tem os melhores? Vou comparar os cutscenes de WarCraft III com os de StarCraft II.

Vídeo de Abertura

Warcraft III: Um Orc e um Humano lutam até a morte. Enquanto lutam, o céu escurece e cometas começam a cair na terra. Um deles cai na frente dos dois lutadores, e dos escombros sai um golem feito de pedra flamejante. O golem dá um berro e a tela escurece. Voltamos e vemos uma mão, se mexendo involuntariamente, enquanto sangue se espalha no chão. A câmera se afasta e vemos que a mão está sem corpo. =D Foda pra caralho.

StarCraft II: Um homem vestido de prisioneiro entra numa sala cheio de máquinas. As máquinas trancam os pés dele no chão e começam a colocar armadura no seu corpo, parafusando e soldando as peças. Quando colocam o capacete, vemos que o homem está fumando um charuto. Antes de fechar o capacete, ele diz: "It's about time!". É bem legal no sentido nostálgico, referenciando o fato que fazem DOZE ANOS desde o lançamento do primeiro StarCraft, mas não chega nem aos pés da abertura do WarCraft III.

Cutscenes

Em WarCraft III, temos um vídeo no final de cada Campanha. No final da dos Humanos, vemos Arthas malucão voltando ao seu palácio e assassinando seu pai. Simples, mas é feito de uma forma muito boa. Vemos o contraste entre a cidade festejando a volta de seu príncipe com a loucura dark do próprio Arthas, e quando ele mata seu pai, vemos apenas as sombras se contorcendo, e depois a coroa caindo no chão.

No dos Undead, vemos Archimonde, líder da Legião Flamejante, usando sua magia negra para destruir totalmente a cidade de Dalaran. Ele cria um mini-modelo de areia e quando ele destroi um prédio no seu modelo, o prédio de verdade cai. Ele sorri e passa a mão no modelo todo, bagunçando tudo. A tela fica preta e nós ouvimos a destruição. Zuou, né?

Nos Orcs, vemos Thrall e Grom indo atrás do demônio que deu seu sangue pro Grom. O demônio é imenso, feio e muito bem feito. Vemos os três lutando, e Thrall sendo nocauteado. Grom fica putão e parte pra cima, matando o demônio, que explode quando morre. Thrall acorda e fala com seu irmão antes dele morrer. Possivelmente o melhor vídeo do jogo.

Nos Elfos da Noite, vemos Archimonde novamente, indo absorver as energias da Árvore do Mundo. Longe dele, o druida Malfurion Stormrage pega seu trombone lá de madeira e chama os espíritos dos ancestrais, que aparecem em formato de espíritos azuis minúsculos. Eles continuam a aparecer, até que milhões deles ficam sobrevoando o demônio imenso. Eles começam a entrar nele, até que ele explode, matando a Árvore e queimando a floresta em volta. Depois, temos uma narrativa do Stormrage sobre como o mundo vai se curar, e enquanto ele fala, uma plantinha solitária começa a crescer das cinzas.

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Em StarCraft II temos três vídeos, espalhados na única campanha dos Terrans. O primeiro toca antes da primeira missão do Zeratul, e vemos ele sozinho andando por um planeta abandonado, onde ele procura a profecia dos Xel'Naga (falarei sobre isso mais tarde, em outro post). Lá ele encontra Kerrigan, e após matar uns Hydralisks de um jeito fodão, ele tenta atacar Kerrigan e consegue cortar uma asa dela. Eles conversam um pouco, e ele some. Ela ri, enquanto uma nova asa cresce no lugar. Sensacional.

O segundo vídeo é um sonho do Raynor, onde ele imagina o que aconteceu com Kerrigan na missão láááá no StarCraft I quando ela é abandonada pelo Mengsk. Ou seja, ela ainda é humana! Uou! E além disso, é mó gostosa! Ela tá sozinha, fugindo dos Zerg. Ela usa o rifle dela para matar vários Zerglings e Hydralisks, mas quando ela descobre que vai ser abandonada, ela desiste. Acaba a munição da arma e ela deixa cair no chão, enquanto vemos um enxame de Zerg cercar ela. WTF man!

O terceiro e último é o fechamento da campanha, se você não curte spoiler PARE DE LER AGORA. Raynor e Tychus lideram um grupo de Marines para dentro de uma colméia Zerg para procurar Kerrigan, agora humana novamente. Raynor vai pegar ela e Tychus se revela, falando que fez um trato com Mengsk pra matar a Kerrigan. Raynor, que ainda gosta dela, mata Tychus e sai da colméia, carregando ela nos braços. Ele sai andando sozinho no meio do campo de batalha destroçado.

Quem parou de ler ali PODE VOLTAR A LER AGORA. Todos os vídeos que eu comentei são muito bons, é muito difícil escolher um ou outro, maaaaaas dessa vez WarCraft leva o ponto. Os vídeos do WarCraft III são GENIAIS, são tão bons que a Blizzard até lançou eles em DVD, e vendeu pra caralho! São bem-feitos, bem escritos e bem dirigidos. Os do StarCraft II são muito bons também, mas são mais focados em história e assim perdem pontos de fodância pros do WarCraft, que também misturam ação pra cassete e destruição épica. Aposto que os vídeos das expansões do StarCraft II vão ser melhores, mas até lá...

StarCraft 2 x 1 WarCraft

E por último:

4 - Multiplayer

Isso vai ser impossível. Os dois tem multiplayers viciantes e divertidos como poucos jogos que já joguei. A Blizzard dá uma liberdade incrível pros jogadores em seus 'create-a-map', deixando pessoas criarem jogos totalmente novos com base nos originais. Assim, temos obras-primas como EVOLVES e CRASH no StarCraft, e DEFENSE OF THE ANCIENTS pro WarCraft, além de inúmeros mods zoando filmes e séries, com personagens do jogo. Já que os dois são tão fodas e divertidos, e vão continuar sendo fodas e divertidos, decidi dar empate no último ítem. =D

StarCraft 3 x 2 WarCraft

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Po, até que não foi tão discrepante assim. Eu prefiro StarCraft, mas WarCraft também é um jogo genial e eu sugiro a todos que curtem jogos de estratégia que parem de ler isso e vão comprar e jogar AGORA. Especialmente StarCraft II, que aí a gente joga online. =D

Então, o que acham dos meus pontos? Você daria seus pontos pra quem? Quem venceria seu duelo? Let me know!





Saturday, August 14, 2010

StarCraft

Então, comprei StarCraft 2 nos EUA. Ganhei o StarCraft original quando tinha 8 anos, e mudou minha vida. Efetivamente foi o jogo que me viciou em jogos de estratégia em geral, e também foi o primeiro que eu tinha visto que tinha três raças totalmente diferentes, com estilos de jogo, construções e unidades diferentes. Na mesma época eu jogava Age of Empires II, que apesar de ser um jogo incrível, não oferecia esse nível de diversidade.


Nessas últimas semanas eu venho jogando StarCraft II como um louco. Até meu Wii novo está na sala, sem receber atenção de seu mestre por que StarCraft o roubou. Não preciso nem falar que eu adorei o jogo. A campanha é incrível, te deixa usar as unidades dos Terran do StarCraft original E as novas, o que é algo muito legal. Eu achava que Firebats nunca iam aparecer mais, ver eles no II foi uma surpresa muito agradável. Medics, Goliaths e Science Vessels também aparecem. A história da campanha é muito boa, começando quatro anos após os eventos do Brood War. Jim Raynor fundou sua própria revolução contra o Domínio e seu líder corrupto, o Imperador Arcturus Mengsk. Enquanto isso, os Protoss tentam reconstruir sua civilização e Sarah Kerrigan, a Queen of Blades, está estranhamente quieta, e os enxames dos Zerg estão concentrados no planeta vulcânico de Char.

Mas eu não estou aqui pra escrever sobre StarCraft II. Como homenagem à essa série de jogos, eu queria botar aqui um texto que vinha no manual americano do StarCraft original, falando sobre a história dos Terrans, como eles surgiram num local tão longe da Terra e como chegaram no ponto que estão no início da campanha do StarCraft. Não sei se esse texto (ou se alguma versão dela) apareceu nas versões brasileiras ou não, mas por via das dúvidas eu vou postar aqui, tudo traduzido bonitinho. Lembrando que não fui eu que escrevi isso, estou apenas traduzindo.


StarCraft

História dos Terrans


O Declínio da Civilização Ocidental

Durante o século 20, tecnologia e cultura no mundo avançaram rapidamente, mas esses avanços iam ser superados pelos pulos descontrolados que seguiriam. Até o final do século 21, a humanidade tinha visto mudanças drásticas e impensáveis no mundo. Tecnologias novas radicais estavam surgindo cada vez mais, oferecendo acesso a computadores avançados e bancos de informação até nos países mais pobres da Terra. Após a erradicação do Comunismo nos Estados do Leste, armas nucleares rapidamente ficaram possíveis de adquirir. A estrutura de poder internacional, uma vez definida principalmente pela aquisição de capital e superioridade militar, foi destruída quando países de terceiro mundo surgiram e desafiaram o poder econômico e militar dos super-poderes.

Enquanto as ciências manipulativas de cibernética, clonagem e combinação genética apareciam cada vez mais no fórum público, humanistas militantes e grupos religiosos radicais desafiaram os direitos das corporações privadas que lucravam de experimentação genética. Milhares de pessoas estavam sendo 'melhoradas' com implantes cibernéticos, enquanto outras começaram a apresentar mutações físicas, como audição e visão mais sensíveis e telepatia avançada. Essas mudanças dramáticas no DNA humano criou pânico nas facções humanistas.

A tecnologia continuou a evoluir e se espalhar, e a população mundial explodiu. Até o final do século 20, tinham 6 bilhões de pessoas na Terra. Em menos de 300 anos, a população tinha crescido até uns estimados 23 bilhões. Poluição, falta de recursos naturais e combustíveis aumentaram o caos enquanto líderes mundiais procuravam formas de controlar o crescimento das populações de suas nações. A opinião pública era de que a humanidade estava a caminho de uma catástrofe inevitável enquanto sobrepopulação e alteração genética se espalharam pelo mundo.

Enquanto isso, tensões aumentavam perante o uso e capitalização de cibernéticos e mutações genéticas, fazendo muitos sistemas econômicos internacionais entrar em colapso e sumirem. Atos terríveis de terrorismo e violência começaram a surgir entre o setor corporativo e as facções humanistas, resultando em ações policiais duríssimas em todo o mundo. A cobertura irresponsável da mídia dessas ações policiais apenas aumentou o caos civil nos países. Finalmente, o equilíbrio frágil de poder mundial explodiu e virou pandemônio internacional.

A Nova Ordem

No dia 22 de Novembro de 2229, a Liga dos Poderes Unidos foi fundada. A LPU seria a última incarnação da visão de uma humanidade unificada da ONU, que já não tinha mais poder. Essa nova ordem dominava perto de 93% da população mundial, falhando apenas em trazer ordem para alguns países voláteis na América do Sul. A LPU foi fundada com base em 'socialismo iluminado', mas muitas vezes contava em ações policiais fascistas para manter a ordem pública. Com seu controle durando quase 80 anos, a LPU começou a criar uma agenda rígida que unificaria as várias culturas da humanidade, para sempre. Trabalharam duro para erradicar os últimos vestígios de separatismo racial, e baniram muitas das religiões mais antigas do mundo. O inglês foi designado como língua comum do planeta, tomando o lugar de línguas antigas, que foram subsequentemente banidas em seus países de origem.

Mesmo tendo banido religiões, a LPU tinha uma idéia quasi-religiosa da 'divinidade da humanidade'. Esse dogma tinha como objetivo a destruição imediata de todos os prostéticos e mutações não-vitais nas populações do mundo. Cientistas fanáticos da LPU argumentavam que alteração genética, cibertecnologia e o uso de drogas psicoativas todas levavam ao declínio da espécie humana. Os líderes da LPU criaram um plano que asseguraria o futuro da humanidade, um futuro sem a corrupção de tecnologias radicais.

A Grande Purificação

Assim como as Inquisições sangrentas de devastaram a Europa 800 anos antes, a LPU colocou em ação uma das agendas mais horríveis concebidas pela humanidade: o Projeto Purificação. Essa cruzada genocidal foi a solução final do governo no tema de limpar a humanidade de suas facetas mais degenerativas. Tropas da LPU invadiram todos os países na Terra, juntando dissidentes, hackers, sintéticos, os cibernéticos, os piratas tecnológicos, e criminosos de todos os tipos. Essa limpeza mundial resultou na morte de quase 400,000,000 pessoas. A mídia mundial, agora sendo rigidamente controlada pela LPU, deixou as populações mundiais ignorantes da escala da violência que estava sendo cometida.

Apesar de seus atos nojentos, a LPU foi bem-sucedida em avançando muitas tecnologias de base. Campos de pesquisa que estavam dormentes há décadas foram novamente 'acordadas' pela LPU. Os programas de exploração espacial do século 20, abandonadas pelos governos americanos e russos, devido à falta de fundos e sabotagem política, viraram a base de uma nova era de exploração para a humanidade. A junção de hibernação criogênica com tecnologia de motor-warp resultou na habilidade de viajar pelas estrelas. Dentro de 40 anos a LPU fundou colônias na Lua e em vários outros planetas do sistema solar.

Durante esse período, um jovem e brilhante cientista chamado Doran Routhe fez planos para consolidar seu poder dentro da LPU. Sem estar envolvido nas vulgaridades do Projeto Purificação, routhe estava obcecado em fundar colônias nos mundos encontrados além do setor terráqueo. Routhe estava convencido que o descobrimento de novos minérios e combustíveis nos novos mundos fariam dele um dos homens mais poderosos do planeta. Usando suas conecções políticas e fortuna pessoal, Routhe juntou milhares de prisioneiros da LPU para serem ratinhos de laboratório para seus planos secretos.

Os prisioneiros, que seriam executados em massa pelo Projeto Purificação, foram transportados para os laboratórios privados de Routhe, que planejava mandar os prisioneiros para colonizar os mundos novos. Ele fez suas equipes científicas preparar quase 56,000 pessoas para hibernação criogênica extendida. Catalogando as várias mutações e alterações cibernéticas dos prisioneirios, Routhe colocou os dados dentro de um supercomputador revolucionário. Esse Sistema de Análise Logístico Artificial Tele-empático (ATLAS) processou os dados genéticos e pôde prever quais prisioneiros iriam sobreviver a viagem. Os 40,000 escolhidos foram colocados em quatro supernaves robóticas. Enquanto os prisioneiros foram preparados para seu 'sono frio' criogênico, as naves foram carregadas com suprimentos, alimento e hardware suficiente para os auxiliar quando eles chegassem em seus destinos. Um computador de navegação foi então programado no ATLAS, com as coordenadas do planeta Gantris VI, pouco além do sistema solar. Tudo estavam em perfeita preparação, mas nem mesmo Routhe poderia imaginar que os prisioneiros seriam lançados para sua quase certa morte no limite galáctico.


Então, gente, esse é apenas o começo. Decidi não postar tudo de uma vez só por que não sei quantas pessoas estariam interessadas em ler um texto desses, mas se o interese estiver aí eu posto as outras duas partes. E depois, quem sabe, também existem as histórias dos Zerg e Protoss pra postar. =D





Tuesday, August 3, 2010

Home (?)

Voltei. Estou em casa agora, instalando Starcraft 2 (WOOT) e estou com estranhos feelings estando em casa de novo. Vou fazer uma retrospectiva da minha viagem então:

- Vi 10 filmes: 2 repetidos, 3 no cinema, 5 novos em DVD (2 ruins, 5 mais ou menos e 3 sensacionais)
- Joguei incontáveis horas de Mario Kart e Super Smash
- Comi incontáveis merdas
- Bebi incontáveis merdas
- Provei coisas que nunca provaria no Brasil
- Bebi cervejas americanas, e são piores do que as brasileiras
- Re-vi minha família e meus amigos
- Re-vi o bairro onde eu morava, que agora é pequenininho
- Comprei um console de sétima geração
- Comprei uma caralhada de livros
- Comprei a sequência do jogo que mudou minha vida

Fiz mais coisas, claro, mas são essas as coisas importantes. Resumindo, uma boa viagem, mesmo se foi curta.

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Agora, outras coisas. O que está rolando nos EUA agora? Colorado agora é um dos estados mais magros do país, custei pra ver pessoas obesas. Pra todo canto que eu olhava via pessoas magras correndo pra lá e pra cá. Obama nos EUA agora está com índice de aproveitamento mais baixo do que nunca, não por culpa dele. Americanos continuam sem saber absolutamente nada do mundo exterior, mas não fazem por mal, na verdade eles tem uma fome por informação que me surpreendeu. Americanos respeitam os outros na sala do cinema, algo que me agradou profundamente. Mulheres americanas são todas abertas e falam sobre sexo toda hora, outra coisa que me agradou profundamente. Mulheres americanas são fascinadas por homens brasileiros, outra coisa que me agradou profundamente. E meus amigos continuam os mesmos, algo que me fez chorar por dentro de felicidade.

Os Estados Unidos continuam sendo um país meio surreal. É um país estranhamente separado do resto do mundo. Pessoas lá vivem suas vidas sem saber que elas vivem num lugar onde tudo que elas querem está ao seu alcance, e além de estar ao seu alcance, eles podem escolher 929374 variedades daquela coisa. Nunca vi um lugar com mais excesso de coisas do que nos EUA. Mil escolhas de cereal, refrigerante, computador, loja, comida, etc etc, é totalmente desnecessário e totalmente legal ao mesmo tempo. Claro que eu prefiro o Brasil com sua simplicidade (relativa), onde eu sei que não vou morrer de ataque cardíaco antes dos 30 anos, como eu certamente morreria lá, comendo o que eu como.

Enquanto estava na casa do Aaron, conheci a namorada dele (puta nariguda) e as amigas dela. Decidi ver se os rumores estavam corretos: será que americanos são realmente totalmente retardados quando o assunto é o resto do mundo? Resposta: SIM! Lol! Dentre outras coisas chocantes, essas pessoas não sabiam me dizer se o Brasil era uma ditadura comunista ou não. Não sabiam qual era a capital, mas adivinhavam São Paulo, que convenhamos, não é uma escolha tão ruim assim. Melhor do que Rio, vai. Ficavam chocados ao saber que no Brasil não tinham muitas coisas que tinham nos EUA, tipo root beer, Reese's, Dr. Pepper e afins. Agora, algo que é muito importante: essas pessoas não são ignorantes por que não importam. São ignorantes por que a sociedade deles não importa e assim decide não educar as crianças sobre o resto do mundo. Enquanto as meninas estavam visitando, elas me soterraram com um avalanche de perguntas sobre o Brasil. Me ouviam com uma atenção bizarra, olhando pra mim como se eu fosse um alien. Faziam 'ooh' e 'aaah' com minhas respostas, e vou te falar que quando eu falei uma frase em português, elas praticamente gozaram. A garota que eu acabei ficando queria me gravar falando pra botar no celular. Loucura total. *

E meus amigos? Cara, eles são sensacionais. Aaron Jones, Royce Doan e Ethan McDermott são três que eu conheço há tanto tempo que eu não consigo lembrar de uma época que eu não conhecia eles. Se você gosta de mim ou não gosta de mim, pode culpar esses três e a amizade que eu tenho com eles minha vida toda. Vou falar um pouco sobre eles.

Aaron Jones é um cara louco. Totalmente. Quando éramos crianças, quem era o primeiro a fazer merda era ele. Pular do teto da casa dele, fazer corrida de bicicleta, queimar a sobrancelha tentando criar um lança-chamas com lata de aerosol e isqueiro... enfim, ele fez de tudo. Além de ser maluco, é uma das melhores pessoas que eu conheço. É engraçado pra caralho e é uma pessoa agradável. Eu posso ficar na casa dele vários dias sem ter problema nenhum. Hoje em dia ele fuma maconha e nargilé, e eu não me importei. Ele é tão legal e eu conheço ele há tanto tempo que até provei essas coisas com ele. Tenho certeza que vou ser amigo dele por muito tempo ainda.

Royce Doan é um cara estranho. Não vou falar algumas coisas por que seria trair a confiança dele, mas é alguém que é torturado por um passado terrível. Hoje em dia ele é mais ou menos normal, mas como toda pessoa ele tem alguns problemas. Ele sempre se gaba de coisas, como se estivesse tentando te impressionar ou algo assim. Não sei se é por que ele tem problemas de autoconfiança ou não, mas esse tipo de coisa me irrita muito e nós tivemos alguns desentendimentos. É normal isso acontecer, até com amigos muito próximos. Enfim, ele continua uma pessoa generosa e divertida.

Ethan McDermott é um enigma. Ele já era meio afeminado quando era criança, e hoje em dia não sei se ele é metro, gay ou bi, mas tenho certeza que é um dos três. Não, isso não me faz gostar menos dele. Ethan é inteligente, engraçado e um gênio no Super Smash Bros. Ou seja, meu tipo de pessoa. =D Foi o que eu menos vi nessa viagem, já que ele e Aaron não se falam muito mais, hoje em dia são mais conhecidos do que qualquer outra coisa. Mesmo assim, vi ele bastante e fiz ele prometer que ia me visitar aqui no Brasil algum dia. Aaron e Royce falam que Brasil é o melhor lugar no mundo e queriam se esconder nas minhas malas e voltar comigo. Mandei eles virem durante a Copa. =D

Então, chega. Poderia falar mais sobre o Aeroporto do Rio e como é uma vergonha, ou como os motoristas brasileiros são retardados e suicidas comparados com os americanos, mas já me cansei de digitar. Além disso, Starcraft 2 me espera.






* Se ficaram curiosos, a frase que eu falei pras meninas foi "Assisti 56 dos 64 jogos da Copa do Mundo, e vários dos jogos que eu não assisti foram fodas." Orgasmático, não?



Sunday, July 25, 2010

Adventures in a Familiar Land, VII

Aeee comprei meu Wii! Aeee comprei vários joguinhos legais e controles legais! Aeeee!

Mas a viagem já passou da metade, tão rápido. Estou agora na casa de Don e Nancy novamente, e vou voltar pra Gruta do Aaron amanhã de manhã pra fazer mais maluquice lá com ele.

E falando em maluquice, Ana, vai se fuder. Na boa. Quem é você pra me julgar por fumar narguilé quando eu não reclamo dessas merdas há séculos? Porra, eu sentei do seu lado em Porto com você jogando aquela merda daquela fumaça NA MINHA CARA e eu não reclamei, aonde você se sente fodona dando esse discursinho pra mim? Quem é você pra me julgar pelo o que faço com meus amigos que eu não vejo HÁ QUATRO ANOS, que eu conheci praticamente UMA DÉCADA antes de você? Cassete, parece que eu reclamei de você fumando ONTEM, cara, que post puta exagerado! Fique feliz que eu abri minha mente pra isso como abri minha mente pra várias outras coisas, em vez de usar como desculpa pra tentar brigar comigo, como você faz com TUDO.

Bah pra essa conversa. Fizemos quase todas as nossas compras, e vamos voltar com uma caralhada de coisas, incluindo: meias, cuecas, livros, Cheerios, doces, salgadinhos e eletrônicos variados. Agora só preciso aproveitar o tempo que eu tenho. /o/

Saturday, July 24, 2010

Adventures in a Familiar Land, VI

Estou na casa do meu amigo Aaron (possivelmente meu melhor amigo daqui dos EUA), e o que fizemos ate agora? Jogamos SUPER SMASH BROS. BRAWL e MARIO KART WII, fumamos hookah (aquela porra com tubinhos) e falamos merda. Ponto. Viagem foda.

P.S. Aaron tem a gata preta MAIS LINDA DO MUNDO. Vou colocar fotos depois.

Nesses video, na minha frente eh Aaron, a minha esquerda esta Royce a a minha direita, Ethan.


Wednesday, July 21, 2010

Adventures in a Familiar Land, III

Ontem esqueci de falar varias coisas sobre New York e EUA em geral, tava com sono e soh queria terminar aquele maldito texto antes de ir dormir. Agora que eu tenho mais tempo, posso falar as coisas que nao falei ontem.

Primeiro, NYC eh uma puta duma cidade. Eh caotica e surreal, mas tambem fascinante. Nao sei se voces viram meus videos, mas eu explico que a ilha de Manhattan eh dividida meticulosamente por ruas e avenidas. As ruas cruzam a ilha horizontalmente, e as avenidas cruzam verticalmente. Ou seja, todas as ruas sao imensas, do tipo voce nao conseguir ver o final delas. Isso somado com predios gigantescos cria a impressao de que NYC nao eh uma cidade feita para meros mortais, e sim para super-humanos de tres metros de altura. Eh dificil imaginar que pessoas normais vivem e trabalham la, mas aposto que turistas pensam a mesma coisa do Rio.

Agora um pouco sobre EUA. Que pais curioso. Amam carros (tipo 4 comerciais de carro em cada intervalo de programacao) e comida (duh). Os carros aqui sao gigantes, verdadeiros monstros de ferro e vidro, e a comida eh como nenhuma outra no mundo. Mas, algumas coisas parecem estar mudando por aqui. Uma delas eh a presenca cada vez maior do futebol. Yay! Fui jantar hoje num restaurante e la tava passando a Copa do Mundo Feminina, com pessoas ativamente torcendo pro time dos EUA contra o time da Coreia (tava 1x0 EUA, by the way). Nas livrarias, eu encontro livros de Copa e de futebol, nas prateleiras dos best-sellers. Isso eh algo novo pra mim, e eu to adorando. Eu boto camisa de time e pessoas falam comigo, comentam, eh moh legal. =D

Eh, estou meio sem inspiracao pra falar coisas, soh digito o que brota na minha cabeca. Entao, vou fechar esse post falando de um comercial hiper-engracado que eu vi aqui:

A cena abre com um exercito ingles da epoca da guerra revolucionaria americana, se organizando pra batalha. De repente, la longe, aparece uma fila de carros imensos, tipo Ford ou Ram ou alguma merda dessas. Quem esta dirigindo o primeiro deles? Po, George Washington, of course. Os ingleses fogem e George sai do carro e fica se achando. Narrador: "Two things Americans got right: cars, and freedom." LOL, CARA! Eu ri muito vendo isso, e minha mae tambem. Que comercial brega, pqp. Carros americanos sao uma bosta, e grande parte das ideias revolucionarias americanas vieram da revolucao francesa. Soh com LOL mesmo.

P.S. Eu comprei desodorante e sabao liquido da OLD SPICE, sao tao fodas quanto os comerciais.
P.P.S. Comprei SUPER SMASH BROTHERS BRAWL e MARIO KART WII, e um WIIMOTE com NUNCHUK. Agora soh falta o console. =D

http://www.youtube.com/watch?v=sMLWLwvNIVM